quarta-feira, 20 de março de 2013

Derrotas celebradas

Postado por Scarpin no Divã às 01:41 0 comentários

Vamos celebrar as derrotas, as rejeições, os "nãos" ditos na cara e os segundos lugares. Comemoraremos então as angústias, as palavras não ditas, a carta não respondida, o telefone que nunca tocou! Estamos tão enraizados com a vitória, com o sucesso, com a aceitação. Vivemos tão além das nossas próprias expectativas que o sentimento de perda nos causa problemas psicológicos, emocionais e gástricos! Precisamos nos livrar desse peso, aprender - de uma vez por todas - que o erro não é assim tão ruim. Talvez aquele "não", aquela ligação não recebida, aquela carta não respondida... tenha te livrado de um cafajeste, de um emprego medíocre e em grandes proporções, até de uma vida infeliz. ;)

(Renata Araújo)

Amar-se a si mesma

Postado por Scarpin no Divã às 01:37 0 comentários


Acredito que a maioria das mulheres só aprende a se amar verdadeiramente com o tempo! E isso não tem nada a ver com a imagem refletida no espelho, com a firmeza da pele ou com o peso. Esse amor próprio, essa sensação de que nossa companhia é, muitas vezes, a melhor que poderíamos ter... só vem com o decorrer dos anos, com as experiências e consequentemente com as decepções. Depois de levar 'nãos', de colocar nossa vida na mão de outras pessoas, de tolher nossos sonhos em prol da felicidade alheia... Depois de chorar muito à noite sozinha no quarto e de endurecermos um pouco o coração, aprendemos que ninguém vale à pena tanto assim, que nós somos mais importantes e que sofrer pela mesmo pessoa sabendo que existem 7 bilhões de pessoas no mundo... é loucura!

(Renata Araújo)

Mudanças

Postado por Scarpin no Divã às 01:29 0 comentários


É estranho perceber, ao longo dos anos, o tanto que mudei e o tanto que permaneço a mesma. Troquei minhas argolas por brincos menores, substitui as roupas coloridas por cores mais sóbrias, joguei fora os decotes e as roupas que não cabiam. No entanto, continuo a guardar os papéis velhos, as cartas de amor amareladas, os tickets de cinema que representaram algum dia especial. Já não sou mais tão impulsiva, hoje penso duas, três, sete vezes antes de tomar alguma decisão, antes de fazer ou falar algo que faria com que eu me arrependesse para sempre, como já me arrependi! Ao mesmo tempo, continuo tão intensa quanto antes, se não mais... Ou choro baldes ou permaneço fria, ou rio até a barriga doer ou continuo séria, ou amo alguém mais que a mim mesma, ou prefiro não amar! Ainda sou feita de poesia, mas decidi escrever a minha vida em prosa faz tempo!
Aprendi a valorizar ainda mais a minha família e a adorar minha própria companhia. Descobri que a solidão se faz necessária às vezes, mas ainda dói quando não pode ter ao seu lado quem se ama.
Continuo brincalhona, faço voz de bichinho, converso com meus cachorros. Minha voz continua alta, minha risada... mais ainda! Mas também aprendi a silenciar!
Hoje, já não acredito mais em papai noel, em fadas, em política e nem em amores eternos.
E, por isso mesmo, aprendi a almejar ainda mais a liberdade e a entender que só nós mesmos podemos mudar a nossa história!

(Renata Araújo)

Go away!

Postado por Scarpin no Divã às 01:25 0 comentários

É difícil ir embora e não olhar para trás, garota! Um monte de "se" iniciando as frases, uma porção de reticências pontuando o futuro. Mas o que você realmente está deixando? Um passado obscuro? Um futuro incerto? Uma canção, que de tanto ser tocada, arranhou o disco? Um sentimento que já não existe? Não se prenda aos detalhes, menina! Olhe em direção ao horizonte... Tá vendo aquela linha que o divide? É exatamente o limite dos seus sonhos. Enjoy it!

(Renata Araújo)

Pedaços

Postado por Scarpin no Divã às 01:19 0 comentários


Não sou mais inteira, sou metade, sou um terço... e vou me reduzindo ainda mais conforme o tempo passa. Parte da minha bagagem foi ficando pelo caminho e, inevitavelmente, alguns sonhos permaneceram dentro dela. Fui me despedindo e me despindo pelo caminho. Arranquei as mágoas, abri mão dos sentimentos, desabotoei emoções que não cabiam mais, joguei fora uma porção de tralhas antigas e fui esquecendo as cantigas que me faziam lembrar alguém. Tracei meu destino meio sem rumo certo, com os passos incertos e trôpegos, assim mesmo sem direção. Preferi andar às cegas, pois não quero jogar migalhas pelo caminho quando nem sei realmente para onde quero voltar.

(Renata Araújo)

Quem sabe?

Postado por Scarpin no Divã às 01:16 0 comentários

Embora pareçam semelhantes, eu prefiro o "quem sabe?" ao "se...". O 'se' me remete a passado, a arrependimentos, a escolhas feitas sem convicção. "E se eu ficar com aquela pessoa e se eu não ficar, e se eu aceitar esse emprego e se eu recusar". Dá sempre a sensação de que perdemos algo importante e que jamais será recuperado. Mas o 'quem sabe?'... Ah, o 'quem sabe?'. Essa frase curta, meio interrogação, meio exclamação, me traz uma chuva de possibilidades, me remete à esperança, daquelas que nunca se perdem, uma sensação gostosa de que um dia, talvez, a resposta virá. Eu gosto do 'quem sabe?' como gosto de chuva fininha num verão ensolarado, do café quentinho quando o cansaço bate, de pensamento positivo em meio ao turbilhão de notícias ruins! Talvez o post não faça nenhum sentido para vocês como está fazendo para mim... mas, quem sabe?

(Renata Araújo)

Ancorados

Postado por Scarpin no Divã às 01:12 0 comentários



Não importa o que aconteça, a gente sempre volta pro mesmo lugar. Como se contássemos os passos, andássemos em círculos, como uma maré suave que traz o barco de volta pro cais! Queria não ser seu porto seguro, queria mesmo! Queria que você navegasse em oceanos distantes, que descobrisse outro caminho das Índias e que entendesse que há um mundo tão grande lá fora. Mas você insiste em retornar para meus braços, em deixar a âncora fincada em meus pés, em me puxar de volta quando a tempestade começa a dissipar. Mas não posso te culpar de tudo, não é mesmo? Afinal de contas, sou eu quem deixa a escotilha aberta, que insisto em não queimar as velas, que deixo meu coração a estibordo e, decerto, concordo... com cada teu novo regresso!
(Renata Araújo)
Postado por Scarpin no Divã às 01:04 0 comentários

Eu acho estranho o tanto de gente que estagna na vida, que não sente vontade de melhorar, que fica acomodado com o que tem, não faz nada pra mudar e ainda assim reclama noite e dia das mesmas coisas! Não, não acho que a vida é um mar de oportunidades, sei que é difícil driblar a falta de tempo, de dinheiro, o cansaço... Mas não se renda a esses pormenores! Não crie raízes em árvores que você bem sabe que não renderão bons frutos! Expandir é a ordem do dia, o lema da vida. Portanto, expanda-se! :)

( Renata Araújo)

Feliz Novo Dia

Postado por Scarpin no Divã às 01:01 0 comentários

Final de ano é dia de refletir sobre o que fizemos ou deixamos de fazer. Será?! Apesar de também fazer parte dessa tradição, acredito que as pessoas esquecem que tem mais 364 dias para fazer planos, mudar hábitos, construir sonhos, pedir perdão e perdoar. A impressão que tenho é que vamos acumulando todos nossos erros e acertos do ano inteiro para, então, refletirmos e fazermos um balanço. Por mais clichê que isso pareça, a verdade é que cada novo dia é um recomeço, é um "ano novo" transvestido de amanhã. Sim, vamos preparar listas de final de ano, vamos fazer promessas, vamos ter otimismo para 2013, mas, por favor, não vamos esquecer de nos comprometer com tudo aquilo em que acreditamos no nosso dia-a-dia. A oportunidade de recomeçar e reescrever a nossa história não está no conceito da virada do ano, nem em um prato de lentilha, muito menos em sete carocinhos de uva, sete ondinhas puladas... Essa oportunidade se dá a cada novo minuto do seu dia, a cada vez que você abre seus olhos de manhã. Portanto, desejo não só um Feliz Ano Novo, como principalmente... um Feliz Novo Dia a cada um de vocês!

(Renata Araújo)

A covardia de agir em bando

Postado por Scarpin no Divã às 00:53 0 comentários

As pessoas se tornam tão diferentes quando agem "em bando", é como se - ao estarem em um grupo - caísse sobre elas um véu da intolerância, do preconceito, da vontade de achincalhar. Talvez, ao estarem sozinhas, elas não teriam essa mesma atitude. Provavelmente engoliriam o sapo e deixariam passar despercebido. Como formigas, elas se unem à maioria (nem sempre por um sentimento nobre de proteção ou de camaradagem), mas por um sentimento de pertencimento ao grupo mais forte e, assim, zombam do defeito alheio, do tropeço, do erro (que muitas das vezes elas já cometeram inúmeras vezes), agem como se fossem superiores. Não percebem o quanto podem excluir, magoar e às vezes causar danos irreversíveis ao outro. "Não faça com os outros o que não querem que façam com você" é uma frase velha e batida, mas acredito que seja atemporal e se adequa bem ao que acabo de escrever.

Nem tudo que reluz é ouro

Postado por Scarpin no Divã às 00:46 0 comentários

"Nem tudo o que reluz é ouro". Já diziam nossas sábias avós ao observarem nosso aparente deslumbramento diante de certas coisas. Quantas vezes nos deixamos levar por belas palavras, por meras aparências, por padrões que erroneamente julgamos como sendo os melhores. Ah, quanta inocência, Meu Deus! Acredito que essa é uma daquelas - muitas - lições que só aprendemos pela própria experiência. Tantas vezes nos deixamos levar apenas pelo que nossos 5 sentidos nos dizem: É bonito de se ver, é agradável de se ouvir, é bom de se tocar, é gostoso de cheirar... é, ao menos, palatável? Não damos ouvidos ao famoso sexto sentido, ignoramos a nossa intuição que insiste em nos gritar. E aí vamos buscando prazer numa falsa liberdade, sem saber que estamos presos na nossa própria ingenuidade. Mas o tempo, ah, o tempo... Ele nos ensina que aquele brilho reluzindo ali está longe de ser diamante, ouro ou prata... Que aquele feixe de luz brilhando diante dos nossos olhos é, na maioria das vezes, apenas um caco de vidro refletindo a luz do sol e que, ao chegar perto demais, o corte é inevitável.

(Renata Araújo)

O direito de questionar

Postado por Scarpin no Divã às 00:42 0 comentários


Certa vez assisti a uma entrevista do Padre Fábio de Melo na qual ele era perguntado se alguma vez duvidou da sua fé. E, para surpresa de muita gente (inclusive minha!), ele respondeu que duvidava sempre e exatamente por isso a sua fé era constantemente renovada. Achei interessante o fato de um "líder religioso" ter exposto em rede nacional que questiona seus próprios princípios teológicos e acho isso muito bacana! Partindo do pressuposto de que Deus existe (e é nisso que acredito) e que temos um cérebro pensante e racional, é nosso direito-dever nos colocar à prova a todo momento para, então, termos convicção da nossa fé (ou da nossa não-fé, se for o caso). Por isso fico triste quando percebo pessoas que parecem usar aquela viseira de cavalo, sabe? Pessoas que não abrem a mente, não se permitem questionar e nem permite que se questione. Dessa forma, concordo com uma frase do Bukowski que diz mais ou menos assim: "O problema com o mundo é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, enquanto os estúpidos estão cheios de confiança".
 

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