"Nem tudo o que reluz é ouro". Já diziam nossas sábias avós ao observarem nosso aparente deslumbramento diante de certas coisas. Quantas vezes nos deixamos levar por belas palavras, por meras aparências, por padrões que erroneamente julgamos como sendo os melhores. Ah, quanta inocência, Meu Deus! Acredito que essa é uma daquelas - muitas - lições que só aprendemos pela própria experiência. Tantas vezes nos deixamos levar apenas pelo que nossos 5 sentidos nos dizem: É bonito de se ver, é agradável de se ouvir, é bom de se tocar, é gostoso de cheirar... é, ao menos, palatável? Não damos ouvidos ao famoso sexto sentido, ignoramos a nossa intuição que insiste em nos gritar. E aí vamos buscando prazer numa falsa liberdade, sem saber que estamos presos na nossa própria ingenuidade. Mas o tempo, ah, o tempo... Ele nos ensina que aquele brilho reluzindo ali está longe de ser diamante, ouro ou prata... Que aquele feixe de luz brilhando diante dos nossos olhos é, na maioria das vezes, apenas um caco de vidro refletindo a luz do sol e que, ao chegar perto demais, o corte é inevitável.
(Renata Araújo)

0 comentários:
Postar um comentário