Embora pareçam semelhantes, eu prefiro o "quem sabe?" ao "se...". O 'se' me remete a passado, a arrependimentos, a escolhas feitas sem convicção. "E se eu ficar com aquela pessoa e se eu não ficar, e se eu aceitar esse emprego e se eu recusar". Dá sempre a sensação de que perdemos algo importante e que jamais será recuperado. Mas o 'quem sabe?'... Ah, o 'quem sabe?'. Essa frase curta, meio interrogação, meio exclamação, me traz uma chuva de possibilidades, me remete à esperança, daquelas que nunca se perdem, uma sensação gostosa de que um dia, talvez, a resposta virá. Eu gosto do 'quem sabe?' como gosto de chuva fininha num verão ensolarado, do café quentinho quando o cansaço bate, de pensamento positivo em meio ao turbilhão de notícias ruins! Talvez o post não faça nenhum sentido para vocês como está fazendo para mim... mas, quem sabe?
(Renata Araújo)

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