quarta-feira, 29 de maio de 2013

Chance

Postado por Scarpin no Divã às 13:48 0 comentários

[Chance] Ô, palavrinha enjoada que persegue a gente. Queremos a chance de sermos notados, de termos nosso trabalho reconhecido, de saber a hora exata de parar e de poder recomeçar. Queremos a chance de dizer tudo aquilo que estava engasgado, soterrado em meio à confusão de mágoas e sentimentos difusos. Queremos a chance de amar... e de ser amado! Queremos a chance de nos despedirmos de quem temos certeza que não vamos mais ver e de dizer 'eu te amo' para quem há muito se perdeu. Queremos a chance de pedir perdão de joelhos e de ouvir um perdão que nunca veio! Lutamos tanto para termos nossas primeiras chances e, após desperdiçarmos, imploramos por segundas, terceiras e quartas. 
Ao contrário do que muitos pensam, chance não vem da palavra oportunidade. Sua etimologia está intimamente ligada à palavra sorte. Por isso, caros amigos, oportunidade a gente cava com a mãos e... a chance? Se dermos sorte... brota!

(Renata Araújo)

Admiração

Postado por Scarpin no Divã às 13:46 0 comentários

Não há relação que dure à falta de admiração. Depois que a paixão avassaladora vai embora e que a vista desembaça, corrigindo a miopia momentânea, é preciso olhar para a pessoa que está ao seu lado e simplesmente admirá-la. Admirar a forma como trata as pessoas, o empenho que ela dedica ao trabalho/estudos/projetos, o jeito que ela lida com a vida. Sem admiração, tudo o que é efêmero se transforma em cinzas e os conflitos tornam-se difíceis de solucionar. Ao invés de se preocupar apenas com a lingerie nova para "esquentar" a relação, passe a admirar mais quem está ao seu lado e torne-se admirável também. Este é, sem dúvida, o verdadeiro afrodisíaco de um relacionamento.

(Renata Araújo)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Derrotas celebradas

Postado por Scarpin no Divã às 01:41 0 comentários

Vamos celebrar as derrotas, as rejeições, os "nãos" ditos na cara e os segundos lugares. Comemoraremos então as angústias, as palavras não ditas, a carta não respondida, o telefone que nunca tocou! Estamos tão enraizados com a vitória, com o sucesso, com a aceitação. Vivemos tão além das nossas próprias expectativas que o sentimento de perda nos causa problemas psicológicos, emocionais e gástricos! Precisamos nos livrar desse peso, aprender - de uma vez por todas - que o erro não é assim tão ruim. Talvez aquele "não", aquela ligação não recebida, aquela carta não respondida... tenha te livrado de um cafajeste, de um emprego medíocre e em grandes proporções, até de uma vida infeliz. ;)

(Renata Araújo)

Amar-se a si mesma

Postado por Scarpin no Divã às 01:37 0 comentários


Acredito que a maioria das mulheres só aprende a se amar verdadeiramente com o tempo! E isso não tem nada a ver com a imagem refletida no espelho, com a firmeza da pele ou com o peso. Esse amor próprio, essa sensação de que nossa companhia é, muitas vezes, a melhor que poderíamos ter... só vem com o decorrer dos anos, com as experiências e consequentemente com as decepções. Depois de levar 'nãos', de colocar nossa vida na mão de outras pessoas, de tolher nossos sonhos em prol da felicidade alheia... Depois de chorar muito à noite sozinha no quarto e de endurecermos um pouco o coração, aprendemos que ninguém vale à pena tanto assim, que nós somos mais importantes e que sofrer pela mesmo pessoa sabendo que existem 7 bilhões de pessoas no mundo... é loucura!

(Renata Araújo)

Mudanças

Postado por Scarpin no Divã às 01:29 0 comentários


É estranho perceber, ao longo dos anos, o tanto que mudei e o tanto que permaneço a mesma. Troquei minhas argolas por brincos menores, substitui as roupas coloridas por cores mais sóbrias, joguei fora os decotes e as roupas que não cabiam. No entanto, continuo a guardar os papéis velhos, as cartas de amor amareladas, os tickets de cinema que representaram algum dia especial. Já não sou mais tão impulsiva, hoje penso duas, três, sete vezes antes de tomar alguma decisão, antes de fazer ou falar algo que faria com que eu me arrependesse para sempre, como já me arrependi! Ao mesmo tempo, continuo tão intensa quanto antes, se não mais... Ou choro baldes ou permaneço fria, ou rio até a barriga doer ou continuo séria, ou amo alguém mais que a mim mesma, ou prefiro não amar! Ainda sou feita de poesia, mas decidi escrever a minha vida em prosa faz tempo!
Aprendi a valorizar ainda mais a minha família e a adorar minha própria companhia. Descobri que a solidão se faz necessária às vezes, mas ainda dói quando não pode ter ao seu lado quem se ama.
Continuo brincalhona, faço voz de bichinho, converso com meus cachorros. Minha voz continua alta, minha risada... mais ainda! Mas também aprendi a silenciar!
Hoje, já não acredito mais em papai noel, em fadas, em política e nem em amores eternos.
E, por isso mesmo, aprendi a almejar ainda mais a liberdade e a entender que só nós mesmos podemos mudar a nossa história!

(Renata Araújo)

Go away!

Postado por Scarpin no Divã às 01:25 0 comentários

É difícil ir embora e não olhar para trás, garota! Um monte de "se" iniciando as frases, uma porção de reticências pontuando o futuro. Mas o que você realmente está deixando? Um passado obscuro? Um futuro incerto? Uma canção, que de tanto ser tocada, arranhou o disco? Um sentimento que já não existe? Não se prenda aos detalhes, menina! Olhe em direção ao horizonte... Tá vendo aquela linha que o divide? É exatamente o limite dos seus sonhos. Enjoy it!

(Renata Araújo)

Pedaços

Postado por Scarpin no Divã às 01:19 0 comentários


Não sou mais inteira, sou metade, sou um terço... e vou me reduzindo ainda mais conforme o tempo passa. Parte da minha bagagem foi ficando pelo caminho e, inevitavelmente, alguns sonhos permaneceram dentro dela. Fui me despedindo e me despindo pelo caminho. Arranquei as mágoas, abri mão dos sentimentos, desabotoei emoções que não cabiam mais, joguei fora uma porção de tralhas antigas e fui esquecendo as cantigas que me faziam lembrar alguém. Tracei meu destino meio sem rumo certo, com os passos incertos e trôpegos, assim mesmo sem direção. Preferi andar às cegas, pois não quero jogar migalhas pelo caminho quando nem sei realmente para onde quero voltar.

(Renata Araújo)
 

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